segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Para variar :}

Khorus - Sonho

Lá fora a chuva cai
E me lembro do momento,
Que as minhas lágrimas
Você veio enxugar

Meu coração,
Não pode esconder, não
Que eu, chorei

Pra ter você, perto de mim
E poder te dizer
Que eu sempre te amei,
Um sonho, que Deus realizou

O nosso amor, veio do céu
Onde não há imperfeição
Meu coração, gritando diz
Que EU TE AMO!
Que EU TE AMO!

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Variar um pouco, às vezes, é bom.
Só quis quebrar um pouco esse clima dramático, haha.
Eu, particularmente, amo esta música, então decidi postá-la aqui, na verdade, já queria fazer isto há um tempo, então postei.

Obrigada por tudo,
Um grande beijo, Dreams.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

III. On The Edge

Tudo bem, eu lhe disse. Eu te disse, logo me cansaria. Me conheço muito bem, e sei que não foi por falta de vontade que não consigo seguir adiante, mas sim, por falta de ar, de fôlego, de energias. Você acaba comigo. Não aguento mais sentir este calafrio percorrer meu corpo toda vez que te vejo, não aguento mais perder o ar ao você se aproximar, não aguento, não aguento, não aguento. Está feliz agora? Está feliz? Pois bem, sorte sua, pois eu não estou. Esse teu sorriso cínico, conheço bem, ele me fere, me corroe por dentro, é agonizante.
Por que ainda continua com isto? Já chega. Basta. Eu não quero, você venceu. A vitória é sua, parabéns. Mas só te peço uma coisa, deixe-me ir em paz. Não quero mais sofrer, isso tudo é demais para mim. Esta dor está me consumindo, eu luto contra ela, mas sua vantagem é devastadora.

Sente isto? Você sente? Se sente, escute atentamente. Decifre. Conseguiu? Não? É meu coração gritando-lhe, "pare, eu te imploro, já estou em pedaços, por que quer despedaçar-me ainda mais?".

Estou no meu limite. Estou a ponto de cair em um enorme precipício. Vou apenas cair. O fundo está distante, mas ao mesmo tempo tão perto... Quero que isto acabe logo, não quero prolongar ainda mais este sofrimento, é demais para mim. Eu sei disto, você sabe disto. Nós sabemos disto.

Eu desisto.
E agora, com a minha desistência, ganhas-te o que com isso?

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3ª e última parte.
Meu pensamento, hoje.
Meu sofrimento, hoje.
Minha dor, hoje.
Apenas o que tenho a dizer.

Dreams.

sábado, 18 de setembro de 2010

II. Closer To The Edge

Tudo bem, hãm, que tal uma pausa? Eu sei, disse que aguentava, mas mesmo assim... Vamos dar um tempo neste jogo? Um tempinho, é rápido, eu prometo, só preciso de um tempo para recuperar o fôlego e voltar a jogar. Você não precisa parar, não definitivamente, somente por uns tempos...

Eu só preciso retomar as forças, sabe.
Não, você não sabe. Nunca soube, e nunca saberá.

Sabe por quê? Porque você não me entende, você não entende o porque de eu ter aceitado tudo isso. E também, nunca entenderá, pois logo eu sei, me cansarei disto, e então, não te direi nada.
Parabéns, você realmente conseguiu me deixar sem fôlego, você me deixou sem fala, sem o que fazer. A primeira pessoa que conseguiu fazer isso, eu te dou os meus sinceros parabéns.
Mas me aguarde, quando eu tiver forças novamente, retribuirei tudo, ao menos tentarei.
Quem sabe.

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2ª parte.
Está na metade, quase chegando.
Vocês perceberão. Eu espero. Perceberão a diferença.
Um tanto... Maduro, talvez. Ou não.

Com carinho, Dreams.

sábado, 11 de setembro de 2010

I. Away From The Edge

Esse seu jogo...

Interessante.
Misterioso.
Hipnotizante.
Divertido.
Apaixonante.

Eu quero entrar nele. Eu quero me divertir com essa troca de olhares. Quero mais do que um ou outro olhar, eu quero entrar nesse seu jogo, quero fazer parte dele. Está divertido, eu aguento. A cada dia, eles me hipnotizam mais e mais.
Sabe, é incontestável a forma incrível dos seus olhos brilharem. Tenho percebido isso. Aquele brilho, às vezes chega a ser mais brilhante e intenso do que o brilho de uma estrela. Na verdade, seus olhos são duas estrelas. Das mais bonitas, aquelas escolhidas a dedo, sabe? Para falar a verdade, é inevitável não querer participar de qualquer jogo que envolva essas estrelas.
Se alguém negar, essa pessoa, tem realmente muito... Bom censo. Isso mesmo, bom censo. Pois qualquer pessoa que tenha pelo menos um pouco de bom censo, nunca aceitaria participar desse teu jogo. E eu tenho? Provavelmente não. Afinal, eu aceitei este seu jogo, certo?

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1ª parte de um caminho, de um jogo, até aqui.
Este, era meu pensamento algum tempo atrás, mas logo o tempo foi passando, e meu pensamento mudando, até o que ele é hoje.
Dividido em três partes, este é o primeiro.

Ah, e obrigada à todos. Sinto-me extremamente honrada por receber visitas de pessoas tão talentosas.
Obrigada, com carinho, Dreams.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O teu veneno, os teus olhos castanhos

Você não percebe que está me ferindo, não é? Ou percebe, mas mesmo assim o faz?

Esses teus olhos castanhos me fitando... Como uma lança, atirada através dos teus olhos, acertando diretamente meu peito, perfurando meu coração, e o fazendo sangrar de uma forma desconhecida. Seus olhos me fitaram até quando puderam, e nem mesmo tentou disfarçá-los. Por que não para com isso? Está esperando eu me ajoelhar frente a ti, implorando que pare? Se esse for o caso, não farei. Isso mesmo, não farei. Pois aprendi que não vale a pena se humilhar por alguém, nem mesmo que ame essa pessoa mais do que a própria vida, pois se a mesma me amasse igualmente, não permitiria tal humilhação. Ou não.

Esses teus olhos castanhos me fitando... O teu veneno já penetrou em mim, ele já está misturado junto ao meu sangue, agora ele faz parte de mim. Mesmo que eu tente o retirar, anos serão desperdiçados com algo tão desnecessário, prefiro que o tempo o retire, pois seria menos doloroso e mais rápido para mim, não quero ter que me ferir, somente para não te ter mais dentro de mim, será que vale a pena? Tudo que sofro por ti, vale mesmo a pena? Provavelmente não. Mas o que manda, não é mais a razão, mas sim o meu coração, meus sentimentos. Responsável pelos meus atos, mas não pelos meus sentimentos. Desses, eu não tenho controle, em certas situações, apenas me deixo levar por eles...

Esses teus olhos castanhos me fitando... Eles querem dizer algo? Se querem, por favor, pare de fazer enigmas, e fale logo. Fale logo o que queres! E pare de fazer isso comigo, é como se tentasse propositalmente me provocar, com o seu castanho brilhante. Eu não quero mais, cansei desse jogo, aliás, isso não é mais um jogo, já se tornou algo muito mais sério, não é mais divertido, é doloroso.
Esses olhos... Quando os vi pela primeira vez, me encantei imediatamente, e quando os olhei de verdade, não havia mais volta, era isso ou não era nada. Quem dera eu tivesse escolhido que não fosse nada... Mas o que está feito, está feito, não posso voltar atrás. Só me resta concordar com todas as condições do tempo, e deixar que ele aos poucos retire todo o teu veneno de dentro de mim. Apenas isto.

sábado, 28 de agosto de 2010

A última peça de seu coração

Ele continua a espera.
Esperando por ela, que há tempos o deixou. Seu coração ainda está espalhado por aí, tentando achar o caminho certo, tentando achar a combinação certa para voltar a ser o que era. Mas parece que nada funciona. Nenhuma combinação está certa, ainda falta uma peça, que continua perdida por onde eles andavam. Não. Essa peça não está perdida, está com ela. Será mesmo isso? Sim, é isso. Quando ela se foi, levou uma peça do quebra-cabeça de seu coração junto.

Ele continua a espera.
Esperando por ela, que há tempos o deixou. Seus olhos não tem mais o brilho que iluminava a todos, seu sorriso não contagia mais a todos, pois ele continua escondido dentro de sua boca, que se recusa a abrir, nem que seja por um milésimo segundo, nada mais o faz sorrir. Ele não tem mais sonhos, mas sim pesadelos. Ele sonha com ela, mas não com a graça que ela possui, mas sim com as palavras que ela soltara da última que se viram:
- Não dá mais... Adeus.

Ele continua a espera.
Esperando por ela, que há tempos o deixou. Tardes pensando naquele sorriso, que tanto o fascinava, naqueles olhos, que tanto o hipnotizavam, no amor que ele tanto desejava.
Lágrimas já não escapavam, ele já se acostumara com a dor de tal perda. Mas ainda procurava pela última peça do quebra-cabeça, pela última palavra do enigma, pela última peça da combinação.

- Você ainda me espera? - sussurrou a voz que tanto ele esperava ouvir.
- É claro, nunca deixarei de te esperar. Você é a minha vida, ainda não compreendeu isso? - continuava de costas.
Sorriu. - Mesmo depois de tanto tempo... Seu amor não mudara em nada? - continuava curiosa.
- Mudou sim. Mudou pra melhor, ele aprendeu a sofrer, a esperar... Por você.
- Como você consegue? - disse indignada em meio as lágrimas. - Mesmo depois de te ter feito sofrer... Ainda diz essas coisas para mim? Eu não mereço isso... Essas palavras... Esse seu jeito doce...
- Realmente você não compreendeu nada ainda... O meu amor por você, pode superar tudo, ele é incondicional, irracional... - se virou. Seus olhos novamente brilharam. Aquele rosto angelical... Era tudo o que ele precisava.
- Eu te trouxe uma coisa, que... Levei comigo quando me fui...
- O que?
- A última peça de seu coração. - sorriu, novamente o fascinando com aquele sorriso.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

A primeira pedra já se desfez

Tudo, tudo faz parte do meu colar de lembranças. Nossas conversas bobas, mas que hoje, são mais do que preciosas para mim. Cada xingamento, cada palavra, cada sorriso, cada olhar. Todas essas coisas são pedras preciosas que compõem o meu colar de lembranças. Mas infelizmente, sinto que a cada dia, essas pedras vão se desfazendo pouco a pouco...

A primeira já se desfez por completo, o nosso amor. O primeiro amor, o meu primeiro amor. Nunca assumido. Mas perceptível aos olhos de qualquer um, menos ao nosso. Eram tantos avisos desse sentimento, mas parecia que lutávamos contra ele. Um erro. Um grande erro. Será meu ou seu? Certamente dos dois. Mas certa vez, te vi me observando, a um passo do que poderia ser uma linda história, mas não foi. E desta vez, sei que o erro foi meu, fui eu que fugi, fui eu que não te esperei me alcançar, fui eu que não deixei você falar, nem sequer te dei tempo, apenas saí.

Preferi te deixar no vazio, sem palavras, observando eu me afastar cada vez mais, até que existisse uma distância suficiente para acontecer tudo o que aconteceu. Será que eu tivesse te ouvido, você ainda estaria aqui? Ainda estaria aqui, ao lado dos seus amigos e de alguém que já te amou profundamente? Será que eu ainda te amaria? E será que nunca teria amado ele, que infelizmente amo agora? Perguntas que ficarão sem uma resposta, porque você não está perto o suficiente para me ouvir perguntando, não está perto o suficiente para me responder em um tom que eu possa escutar.

Mesmo esse amor não tendo realmente acontecido, ele render boas risadas e lembranças, que o tempo vem apagando lentamente. Eu luto contra isso, mas as minhas forças não são suficientes, é preciso de mais alguém lutando, ao meu lado. Mas você se foi, e dessa vez definitivamente. Você não está mais aqui, para me estender a sua mão, e lutar junto a mim contra o tempo, que insiste em nos fazer esquecer. E será que você já se esqueceu? Ou o tempo só está lutando contra mim? Contra as minhas lembranças?
Está cada vez mais difícil mantê-las firmes em minha memória.

Não tem mais volta, não é? Não tem mais como lutar contra o tempo? Não existem mais maneiras de reconstruir essa pedra? Isso é uma pena...



Não. Eu não vou parar de lutar. Lutarei até a última gota de todas as minhas forças. Até o último segundo, não tenho porque desistir, lutarei por cada pedra desse meu colar. Sempre.