Uma história, parte 1
Os raios de sol atravessavam a cortina do meu quarto e batiam em meu rosto, esquentando-o. Sentei na cama e me espreguicei com calma, não estava com pressa. Não hoje. Abri as cortinas, fechei os olhos e deixei que o sol iluminasse meu corpo por alguns segundos. Apoiei meus cotovelos na janela e minha cabeça nas mãos, abrindo os olhos lentamente, maravilhando-me com a natureza que se encontrava ali, principalmente a majestosa árvore que estava em frente da minha janela, onde residia uma família de pequenos pássaros mesclados em amarelo e branco, que graciosamente cantarolavam sua canção.
De longe avistei vovó caminhando até a casa com uma cesta cheia de frutas colhidas hoje de manhã por ela, e aparentavam estar deliciosas. Levantei da cama, coloquei meus chinelos e fui até o banheiro, lavei o rosto e escovei os dentes, prendendo meu cabelo em um rabo-de-cavalo alto. Ainda de pijama corri até vovó, que me recebeu com um forte abraço e o seu sorriso que tanto me fazia bem. Ajudei-a com as frutas e fomos caminhando devagar até nossa casa, conversando e apreciando a bela manhã ensolarada de sábado.
“Acordou cedo hoje, Rouxinol”, disse vovó, tirando as frutas da cesta.
Ajudei a arrumar a mesa para o café e logo todos foram aparecendo, minha mãe, meu pai, meu irmão Nate e vovô. Logo após o café fui até o meu quarto, tomei uma ducha rápida e me arrumei para ir à cachoeira. Antes passei no estábulo para ver como estava minha égua, Lights, ela havia machucado a pata alguns dias atrás, então fui vê-la e pelo que parece está se recuperando rápido. Depois fui andando, sozinha, pensando na vida. O sol batia forte em meu rosto, era um dia quente. Por sorte, uma brisa leve também batia em meu rosto, deixando o clima mais fresco e agradável. Na medida em que eu me aproximava da cachoeira a mata em minha volta ficava mais verde e úmida, e o barulhinho da água corrente me trazia uma paz interior imensurável.



